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Rachaduras, goteiras, infiltrações, solo cedendo e problemas no sistema de esgoto. Essa é a situação do prédio onde funciona a recém-inaugurada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon, em Cuiabá. Em funcionamento há pouco mais de três meses, bastou uma chuva mais intensa para trazer à tona todas as deficiências da unidade. Pacientes e funcionários classificam o local como uma “bomba relógio”, que pode explodir a qualquer momento, caso readequações estruturais não sejam realizadas.
Após três dias da chuva intensa que caiu sobre Cuiabá, ainda é possível ver os problemas estruturais. Na sala de sutura, onde são realizados curativos e também são atendidos pacientes que precisam levar pontos, por exemplo, as paredes estão tomadas por infiltrações, descascando a tintura e cobertas de mofo. Situação que, segundo um funcionário, que preferiu não se identificar, existe desde a inauguração da unidade e só vem piorando a cada chuva.
“A sorte é que o período de chuva não começou de verdade. Tenho medo do prédio desabar nas nossas cabeças enquanto trabalhamos. As falhas estruturais são nítidas”.
A reportagem de A Gazeta esteve na UPA Leblon, na manhã desta quarta-feira (1º), e constatou os problemas, a começar pela parte externa. O piso do estacionamento possui diversas rachaduras e, em alguns pontos, está afundando. O fato da área ser uma região úmida também influenciou na execução, já que a água mina no solo e se acumula em algumas partes do chão.
O piso do acesso ao box de emergência da unidade também está cedendo e possui várias rachaduras. No setor é possível ver marcas de goteiras no forro de gesso. Na recepção, no espaço onde fica o bebedouro, há goteiras e a água mina no solo, deixando a tinta óleo, que foi passada no chão, “fofa”.
Ao andar pelos corredores da unidade nota-se várias marcas de infiltrações nas paredes. O ralo de todos os banheiros estão abertos desde segunda-feira, quando funcionários tiraram a tampa na tentativa de retirar a água que voltava pelo sistema de esgoto, em decorrência da chuva.
Após a tempestade, a unidade também ficou sem conexão com a internet, serviço que foi retomado após a manutenção realizar uma “gambiarra” na fiação.
Fonte: Da redação
Data: 02/11/2023