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Proposta de elevar o etanol na gasolina e o biodiesel no diesel será analisada nesta quarta-feira (25) pelo CNPE; Mato Grosso lidera produção de biocombustíveis no país

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reúne nesta quarta-feira (25) para discutir a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 27% para 30% (E30), com possibilidade de alcançar 35% nos próximos anos, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. A pauta também inclui a ampliação da proporção de biodiesel no diesel, de 14% para 15% (B15), medida que estava prevista para entrar em vigor em março deste ano.
A reunião contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Após o encontro, será realizado o evento “O Combustível do Futuro Chegou”, reunindo autoridades e representantes do setor energético para debater o papel dos biocombustíveis na transição energética e no combate às mudanças climáticas.
Mato Grosso, maior produtor de soja e milho do país, é um dos principais protagonistas nesse cenário. O estado lidera a produção de etanol de milho e ocupa o segundo lugar geral na produção nacional de etanol, ficando atrás apenas de São Paulo. O parque industrial mato-grossense deve processar 13,3 milhões de toneladas de milho na safra 2024/2025, o que representa 27,7% da produção estadual estimada em 49 milhões de toneladas, segundo a Conab.
Essa capacidade resulta em 5,6 bilhões de litros de etanol de milho, que somados a 1,1 bilhão de litros provenientes da cana-de-açúcar, totalizam 6,7 bilhões de litros. De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção nacional de etanol pode dobrar até 2033, saltando de 8 para 16,6 bilhões de litros ao ano.
No setor de biodiesel, Mato Grosso também se destaca. A produção local cresceu 11% nos dois primeiros meses de 2025, atingindo 283 milhões de litros, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Mesmo com o adiamento da mistura B15, a indústria manteve sua expansão. Em paralelo, o esmagamento de soja bateu recorde em 2024, com 12,6 milhões de toneladas processadas — aumento de 7,8% em relação ao ano anterior — impulsionando a produção de óleo vegetal e farelo usados na fabricação de biodiesel e na nutrição animal.
Fonte: Gazeta Digital
Data: 25/06/2025