09/07 - STF ordena buscas por armas e munição na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro
Investigação indica que cabo da PM mantinha relacionamento com esposa do suspeito; autor foi preso em flagrante após o crime
A investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta que o assassinato do policial militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi motivado por um crime passional. O principal suspeito, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi preso em flagrante logo após a execução.
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o cabo da PM estaria mantendo um relacionamento amoroso com a esposa do suspeito, circunstância que teria motivado o homicídio.
As investigações também revelaram que, meses antes do crime, Jonathan registrou um boletim de ocorrência relatando o suposto envolvimento entre sua esposa e o policial.
Após ser detido, o suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele permanece à disposição da Justiça e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (5).
O homicídio foi registrado na noite de terça-feira (4), em um projeto social de artes marciais localizado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde Renato atuava como professor de Jiu-Jítsu.
Segundo as investigações, o policial ministrava uma aula quando Jonathan invadiu o local armado com um revólver calibre .38 e efetuou seis disparos contra a vítima. Renato caiu sobre o tatame e, apesar de receber atendimento médico, não resistiu aos ferimentos.
Após os disparos, o suspeito foi contido por alunos do projeto social, que o imobilizaram até a chegada da Polícia Militar. Encaminhado à DHPP, Jonathan optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório conduzido pelo delegado Rogério Gomes.
Além da carreira na Polícia Militar, Renato era conhecido pelo trabalho desenvolvido no ensino do Jiu-Jítsu e pela participação em competições como atleta e árbitro. A morte provocou grande comoção entre familiares, amigos, alunos e integrantes da comunidade esportiva.
Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram o comprometimento do policial com os alunos e com o projeto social. Uma das mensagens lembrou a dedicação do militar à família e à filha, enquanto outra ressaltou que seu legado permanecerá vivo por meio dos ensinamentos transmitidos nos tatames.
O comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar, coronel Ricardo Mendes, lamentou a morte do cabo e destacou a rápida atuação das equipes policiais, que resultou na prisão do suspeito ainda no local do crime.
"É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo uma função social e teve sua vida interrompida de forma covarde. Felizmente conseguimos prender o autor e esperamos que a Justiça seja feita", afirmou.
A Federação de Jiu-Jítsu Esportivo do Estado de Mato Grosso também divulgou nota de pesar, destacando a importância de Renato para o desenvolvimento da modalidade no estado.
Segundo a entidade, o policial era um profissional dedicado, respeitado e teve papel fundamental na formação de atletas, além de colaborar na organização das equipes mato-grossenses em competições nacionais e internacionais.
Fonte: Rdnews
Data: 05/08/2026